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Memórias da Vila

Recordações de infância

No meu tempo de menino, as ruas da Vila Mariana eram todas de terra, com exceção da Rua Domingos de Moraes e Conselheiro Rodrigues Alves, por onde passava o bonde, e a Rua França Pinto, via que escoava as carnes do Matadouro Municipal. 

Chovia muito na cidade de São Paulo, ao ponto dela ser conhecida como cidade da garoa. 

O córrego do Sapateiro, que começa onde está a estação do Metrô Vila Mariana, passava pelo Matadouro e seguia até o parque Ibirapuera, que era uma área alagadiça com solo de várzea e ia até a Av. Brigadeiro Luiz Antônio. Jogava muito futebol ali e depois nadava pelado, o que era proibido. Um dia, tive que sair correndo sem roupa de um guarda! À noite, ia caçar rã nos vários lagos que existia antes de se tornar um parque. Foi Manuel Lopes de Oliveira, morador da Rua Morgado de Mateus e funcionário da Prefeitura, que, em 1927, começou a plantar centenas de eucaliptos australianos, para drenar o solo e eliminar o excesso de umidade do terreno.

MINISTRO DO TRABALHO DA REPÚBLICA DE VILA MARIANA