“Você tem que colocar o passado para trás antes de seguir em frente…”

Essa frase extraída do filme “Forrest Gump – O contador de histórias” é uma das que mais gosto . Aliás, esse seguramente é um dos filmes de minha vida. Nas limitações intelectuais do protagonista tiramos verdadeiras pérolas de sabedoria.

Já interpretei a frase de diversas formas. Antigamente, tentava colocá-la em prática deixando um acon-tecimento ruim para trás — me esforçando por esquecê-lo e focando nas novidades; me conectando mais com o que estava por vir. 

É obvio que sempre falhava nessas tentativas, pois raramente esquecemos do passado. Nem podemos, já que faz parte do nosso processo de aprendizado ao longo da vida.

Deixar ir uma tristeza é tarefa das mais complicadas. Mágoas, perdas, traições são feridas profundas de lenta cicatrização. E as lembranças vêm e vão se chocando com a realidade atual. 

Buscar o novo como forma de esquecimento do passado é, na verdade, colocar o passado na frente. É dar uma importância tal que nos faz personagem central de nossas escolhas, mesmo que para negá-lo. É como se colocássemos uma estátua no meio da sala e depois tentássemos não enxergá-la mais, fechando os olhos a cada vez que passássemos por ali.

Hoje interpreto de maneira um pouco diferente. Nenhuma conquista vem sem esforço, e muitas vezes só a paciência e a perseverança colocam o passado no devido lugar. 

Dar o meu melhor com aquilo que tenho. Não me agarrar a ele como um prisioneiro acorrentado à uma bola de ferro. Deixá-lo ir, levando parte de mim e quando nos encontrarmos no presente, apenas sorrir.

Afinal: “A vida é como uma caixa de bombons. Você nunca sabe qual vai encontrar….”

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