Conheça os benefícios da natação e seus quatro estilos

Considerada por especialista como uma das atividades físicas mais completas e benéficas para a saúde, a natação é um esporte riquíssimo. Desde crianças a idosos, sedentários ou atletas, é uma atividade capaz de abraçar diferentes estilos, sendo indicada para os níveis iniciante, intermediário e avançado. Devido ao fato de movimentar praticamente todos os músculos e articulações do corpo do corpo, a sua prática é um dos melhores exercícios físicos existente, sem falar que é uma atividade com baixo nível de impacto, o que diminui drasticamente as chances de lesões.

Por possuir alto gasto calórico, é um exercício ótimo para perder peso e definir o corpo, uma vez que trabalha ativamente todos os músculos. Para a saúde, traz importantes contribuições para diferentes problemas, desde respiratórios, pulmonares, até problemas cardíacos. Também é uma excelente alternativa para revigorar o corpo e a mente, já que o contato do corpo com a água oferece uma sensação única de prazer e relaxamento.

Os benefícios são realmente múltiplos, listamos alguns:
Melhora da coordenação motora;
Estimula a perda de peso;
Melhora a respiração;
Fortalece os músculos e as articulações;
Melhora a saúde cardiorrespiratória;
Melhora a circulação sanguínea;
Diminui o estresse;
Proporciona prazer e relaxamento.


A natação é uma modalidade da Aquasport. Aqui, trabalhamos os quatro estilos de nado durante as nossas aulas, sempre ministradas por profissionais qualificados que fazem da natação não apenas uma atividade física, como também uma atividade recreativa. O professor Marcelo Bastos explica abaixo um pouco sobre cada um dos quatro estilos de natação e dá dicas valiosas de aprimoramento para cada um. Confira:

Crawl:
Se trata do nado mais praticado por oferecer menor resistência e, desta forma, permitir maiores velocidades. Também permite maiores distâncias nadadas com um menor gasto energético. Parece fácil? Sim! Mas, alguns alertas se fazem necessários:
– Não realize o movimento dos braços com a chamada “pegada dupla” (as mãos se tocando a frente), pois a coordenação do nado ideal nos mostra que devemos ter uma mãos buscando o início da fase aquática, enquanto a outra já está finalizando;
– A cabeça não se movimenta sozinha quando se pensa no processo de respiração; ela apenas acompanha o rolamento do tronco (que será mais eficiente quando atendemos corretamente ao que foi recomendado anteriormente);
– Principalmente os iniciantes precisam ter em mente que a respiração tem a mesma relevância que os movimentos de membros inferiores e superiores;
– A aceleração desordenada da braçada, sem a devida atenção com o ritmo respiratório, levarão a uma fadiga antecipada que será prejudicial para o desenvolvimento do treino;
– Jamais “desperdice braçadas”. Essa dica é importante para todos os nados, mas ganha maior importância no crawl por ser aquele que permite nadar maiores distâncias;
– Da mesma forma que o corredor se preocupa com a sua pisada, o nadador deve se preocupar sempre em “sentir a pressão da água” na palma da mão;
– A pernada é importante? Sim! Será uma das responsáveis pelo alinhamento do corpo em relação ao nível da água;
Amplitudes exageradas, como pés saindo totalmente da água ou ficando muito abaixo do quadril são prejudiciais;
– Em séries aeróbias, há a necessidade de que seja um movimento constante, de forma a garantir o deslize e uma posição confortável de sustentação do corpo de acordo com a distância pretendida;
– Já nas séries anaeróbias, precisamos de maior velocidade por se tratar de uma distância curta, com alta intensidade, onde o corpo precisa ficar “mais alto” na água.

Costas:
O alinhamento adequado do corpo, que vai desde o posicionamento da cabeça até a amplitude da pernada, é o ponto de partida para uma execução eficiente do nado costas.
Guardada as devidas proporções, esse tipo possui uma coordenação de membros superiores similar ao crawl (necessitando também de rolamento, assim como ter uma das mãos buscando o início da fase aquática e a outra finalizando a mesma fase). Mas, por que é “apenas” similar, e não igual?
– A primeira diferença consiste na cabeça que, neste caso, deverá ficar parada o tempo todo;
– A segunda consiste na maior relevância da elevação do ombro, precedendo a fase aérea da braçada. A não execução desta elevação do ombro pode levar a um maior risco de lesões no ombro.
– E quanto a pernada, seria interessante buscar pressionar a água tanto com o dorso (no momento que um dos pés sobe), assim como com a planta do pé (no momento que um dos pés desce). A amplitude exagerada levará aos mesmos problemas encontrados no crawl.
– Nadadores de técnica mais apurada poderão realizar neste nado distâncias similares as realizadas no crawl.

Borboleta:
É o nado de mais elevado gasto calórico e de maior solicitação de força, sendo possível afirmar que possui relevância para todos nadadores, principalmente os mais habilidosos e fortes que não perdem uma oportunidade de mostrar que sabem executá-lo.E para os que ainda não o fazem, em geral, tratam logo de relatar a razão para isso (que pode ser ortopédica, física ou técnica). Algumas dicas são valiosas para o nado borboleta, a começar pela pernada:
– Entenda que pernada e ondulação não são a mesma coisa. A ondulação é o movimento ondulatório do corpo como um todo, onde até a cabeça participa. Já pernada em si é observada principalmente no momento que os pés pressionam (para baixo) a água através da região do dorso;
– Outra afirmação, muito relevante desde o surgimento do grande astro Michael Phelps, é que podemos assistir vídeos de suas provas no sentido de observar um grande diferencial do seu nado: sempre buscou projetar o tronco a frente ao invés de simplesmente elevá-lo (o que geraria maior resistência e uma aplicação ainda maior de força);
– Devemos ter um cuidado muito grande com a observação de nado de atletas de alto rendimento, de uma forma geral. Mas neste caso, pode ser aberta uma exceção, pois um intenso trabalho de membros inferiores, adaptado a cada faixa etária e nível técnico desejado, e somado a busca pela projeção do tronco a frente (ao invés de elevá-lo), provavelmente trará resultados positivos para qualquer nadador.

Peito:
Embora seja amplamente praticado, o nado peito necessita de atenção em dois aspectos:
– Se atente à posição do pé (dorsi-flexão), pois é diferente dos demais nados e que interfere diretamente na rotação do joelho (essencial para aplicação da força no movimento de pernada);
– Perceba se sua coordenação está adequada: cabeça alinhada com os braços (que deverão estar projetados a frente) no momento da aplicação de força na pernada. Essa sequência permitirá maior eficiência no deslize proporcionado pelo movimento de pernada. Nadadores iniciantes tendem a ignorar essa coordenação por acreditarem que tornarão nado mais veloz com grande quantidade de execução de ciclos de braçada e pernada num curto espaço de tempo. Mas, na verdade, esse é o nado que oferece maior resistência, em termos hidrodinâmicos, por ser executado com o quadril mais baixo em relação a superfície da água.Mesmo o melhor nadador de peito apresentará um quadril mais baixo quando comparado aos demais nados.

E aí, ficou animado a conhecer mais sobre esse esporte tão completo e benéfico para a saúde e o bem-estar? Comece agora e agende a sua aula!

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Fontes: https://www.minhavida.com.br/fitness/tudo-sobre/33716-natacao
Marcelo Bastos: @coachmarcelobastos