As crianças e as terapias orientais

Volta e meia, enquanto converso com pacientes sobre a precocidade dos pequenos  hoje em dia, vem à tona a seguinte pergunta: qual é a idade mínima para se começar a tratar uma criança fazendo uso de terapias como massagem e acupuntura, por exemplo?

Bom, em tese, a idade mínima é o momento do nascimento (como temos na literatura o caso da shantala). Mas precisamos fazer algumas observações pontuais com função de esclarecimentos. Todas as terapias são ADAPTADAS aos corpinhos deles. Às vezes, um simples toque é motivo de desconforto. Cócegas, aflição e sensibilidade exagerada são muito comuns. Não convém “forçar” nada, nem em nome de uma rápida melhora. 

O vínculo entre o terapeuta e a criança deve ser de muita confiança e, acreditem, conquistar a confiança de uma criança não é tarefa das mais simples.

Acupuntura pode? Pode. Mas sem agulhas. Existe uma modalidade chamada shonishin, uma técnica de acupuntura própria para os pequenos, que não utiliza agulhas. No lugar delas, utilizamos instrumentos como rolinhos, bolinhas e plaquinhas para proporcionar um estímulo bem suave, sem medo e sem a dor de picadinhas.

No caso das ventosas, é possível, com a pistola de vácuo e copinhos diminutos, fazer estímulos quase lúdicos. Essa eu atesto pessoalmente pois meu filho ADORA. E, ao método mais rápido e leve dos copinhos, ele deu o nome de “máquina de beijinho”.

O mais importante, seja qual for o tratamento escolhido, é a permanência das mamães ou  papais bem pertinho. Através da observação da interação entre pais e filhos, vamos tendo uma ideia de como agir e descobrimos os atalhos aos pontos importantes. Esses atalhos levam a várias surpresas interessantes. Uma surpresa muito comum é a de que quem mais precisa dar uma relaxada são os pais e não os filhos.

Uma afetuosa saudação a todas as mamães neste mês de maio e até a próxima.

Jean Massumi é massoterapeuta

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