Voz que não cala…

Se procurarmos pela internet veremos que esperança, é um sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja; confiança em coisas boas; fé.

Sentimento vem justamente da sensibilidade, em sentir algo que tanto pode ser positivo, como não.

O sentimento vai ao encontro, de algum modo, de nossas vivências. Quanto mais difíceis, mais seremos postos à prova, mais será mostrado como enfrentamos às circunstâncias da vida. E elas nos servem, justamente, para nos ensinar algo que necessitamos para o nosso crescimento interior.

Crescer é evoluir em todos os níveis; precisamos cair para sair andando, aprender as primeiras letras para poder galgar novos degraus de aprendizado. E assim é a vida, em todos os segmentos. Sempre nos colocando frente a novos desafios.

E quando gestamos? Ou adotamos um filho? Ou cuidamos do neto, do sobrinho?

Seja qual for a situação, a vinda de uma criança cria uma expectativa, em geral bem positiva. Especialmente quando se gesta ou se adota, criamos mentalmente o filho dos sonhos – belo, educado, obediente e, sobretudo, perfeito. E a partir dali, muitos projetos são imaginados. Porém, a realidade é aquela, daquele ser que tinha que vir ao nosso âmago familiar e não aquilo que idealizamos. Sim, o que precisamos para nos tornarmos mais fortes, mais assertivos, mais resilientes. A criança é nosso mestre e aluno, ao mesmo tempo. Do mesmo modo que na escola, fazemos provas para passar de ano, filhos vêm ensinar e aprender conosco. As provas são recíprocas.

E aquelas mães de PCDs? Bem sabemos que desde a notícia da patologia da criança, há um choque de entendimento do que está acontecendo, daí se faz presente um trajeto de aceitabilidade e em muitas situações isso não ocorre, não porque os pais são maus, mas pelas inúmeras dificuldades a serem enfrentadas e dirimidas ao longo dos anos, que nem sempre são fáceis. O percurso é penoso, mas as vitórias são infindáveis…

E nesse momento de crise mundial, em meio ao vírus? Como administrar as suas questões, com a sociedade, as possíveis mudanças, a instabilidade econômico financeira?

Num primeiro momento de fato é assustador! O ser humano ainda não conseguiu desenvolver tantas habilidades de enfrentamento, ao mesmo tempo.

Mas e se nos lembrarmos da ESCOLA DA VIDA que nos remete a cair, levantar e prosseguir?

A esperança é que nos faz seguir em frente, olhar com novas perspectivas, mesmo com eventuais e, com certeza, passageiras dificuldades e tropeços. O vírus passará, ele não é eterno, ele, como corriqueiramente ocorre no choque da mãe que recebe uma notícia de que seu filho apresenta uma patologia, como Paralisia Cerebral, Síndrome de Down, Deficiência Visual, Auditiva e tantas outras, essa mãe tem que ter um tempo para administrar tudo isso e encontrar caminhos.

Haverá aqueles que ficarão presos à patologia e outros que farão disso um grande aprendizado e se sobreporão a qualquer problema. Por analogia, o vírus também está aí para nos ensinar muitas coisas.

A esperança nos faz olhar adiante; o pessimismo, a inquietação, as más notícias televisivas, boicotam qualquer sentimento bom, embotam a luz que há em todos nós. Afinal não estamos de passagem, viemos aqui com alguma finalidade, com certeza em busca de novas perspectivas e de muitos desafios.

Faço uma proposta: Qual será o seu desafio? Escolha o principal e invista tudo naquilo que acredita e nunca se esqueça, que na sua caminhada, deve haver fé, desde a criação de um filho, com deficiência (ou não), como em todos seguimentos da vida.

Que a esperança se estabeleça na trajetória de todos e nunca os deixe olhar para trás, sem perspectivas futuras. A decisão é nossa! Só nossa!

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