O que é alegria para você?

Ao indagarmos algumas pessoas, sobre “o que é alegria para você?” muitos nos dizem: “um estado de espírito”, “um sorriso contagiante”, “uma risada amorosa”, “um bem-estar contagiante” e assim afora. Uma coisa em comum nas respostas é que essas citações positivas, de algum modo, são capazes de reverter uma situação para melhor, transformando fatos, que poderão engendrar novos caminhos de renovação interior.

Então, que tal colocarmos uma pitada de alegria nas nossas vidas? Afinal, novo ano ainda no início, estamos em fevereiro… quanta coisa boa está por vir? Aposto e ganho que muitas!

A alegria vem conjuntamente com o bom ânimo, a disponibilidade em servir, a ajuda ao próximo, como a si mesmo. Pessoas alegres não tem tempo para se lastimar das intercorrências da vida, enfrentam-nas e tiram grandes lições dessas experiências.

A partir daí, vão para o próximo desafio. Quanto mais os tivermos, mais aprenderemos e mais poderemos servir até de exemplo para alguém ao nosso redor. Por outro lado, vocês já observaram o quão desagradável é estar do lado de alguém cabisbaixo, rancoroso, triste?

Do mesmo modo que a alegria nos eleva, a melancolia pode advir de estados psicopatológicos. E qual seria esse limiar? Há uma certa relatividade nessa questão.

Alguns casos de tristeza, que culminam em dores que chamamos da “alma” pode e “deve” acontecer, quando nos deparamos com alguns lutos, como morte de um ente querido, término de uma relação afetivo amorosa, um impacto emocional muito forte e inesperado, a perda de um emprego etc. Chorar, nesses casos, é salutar, como se puséssemos para fora nossas mágoas e dissabores.

Contudo, passado algum tempo, pessoas mais alegres e positivas, conseguem encontrar “saídas” para essa fase e buscar alternativas de enfrentamento. Esses caminhos podem até ser delicados no início, mas existe algo ao qual pode-se dar o nome de “coragem”, “resiliência” ou “apesar de”, que representa uma mola propulsora e se coloca à frente, acionando um mecanismo interno que diz “bola pra frente!”.

Em criança, quantas vezes fomos dispensados pelos nossos amigos e chorávamos por isso. Até que – “eureca! uma descoberta!” – encontrávamos mais amigos que, ainda por cima, tinham mais brinquedos e eram igualmente muito legais. A tristeza de ontem, virava a alegria de amanhã.

Talvez, na vida adulta, não seja tão fácil assim…

Mas a experiência pregressa nos ensina a lidar com a frustração e, assim, selecionar até melhor aqueles que desejamos que fiquem ao nosso redor. Acredito que isso sirva para tudo, mesmo com referência aos nossos parentes, os quais temos que aprender a conviver e, com certeza, às pessoas mais alegres, que serão mais bem-vindas e mais bem recebidas no meio familiar.

A alegria cria o que se chama de “estado de júbilo”, que nada mais é do que uma exaltação, relacionada a um arrebatamento, um ímpeto, um desejo capaz de modificar o estado emocional.

E, se alegria tem todos esses predicados, por que ela anda tão afastada ultimamente? Talvez porque ainda não aprendemos a usar esse potencial que está gratuitamente ao nosso dispor e fazê-lo um aliado, espantando as dificuldades momentâneas da vida. Dá mais ibope, falar de dores, do que de sorrisos gostosos, soltos, livres…

Só que temos nosso livre arbítrio e isso ninguém nos tira! Posso ficar focado no problema ou sorrir para ele, olhando adiante e, em sendo mais alegre, vencer a mim mesmo e a uma legião de pessoas tristonhas.

Quando transmito alegria, contagio positivamente pessoas, começando por mim mesma – o que é ótimo! Primeiro, temos que nos amar, para depois amar o outro. Esse é um pressuposto universal.

Pessoas que têm capacidade de amar, nem que seja uma plantinha, se tornam mais gratas e, consequentemente, mais alegres. Atributos que se interligam e tomam vulto, espalhando benefícios por onde passam. Que possamos ser disseminadores de muitas alegrias, apesar de saber que a tristeza existe e muitas vezes caminha junto.

Conversando com uma amiga que pegou Covid, ela, alegremente, narrou que estava feliz por ter superado todos os sintomas (sem reclamar) e que se sentia plena pelo fato de o vírus ter sido muito menos lesivo a ela do que a algumas outras pessoas.

Eu me pergunto: será que foi só uma questão de imunidade ou uma postura mental, perante um problema? Cada qual pode decidir por si só. A mente cria tanto coisas boas como outras, altamente destrutivas. E todas, lado a lado.

Sugiro que vejam ou revejam o Filme Divertida Mente (Pixar) e observem os sentimentos da alegria e tristeza, que caminham juntos. Analisem o final do filme e cheguem às suas próprias conclusões.

Para finalizar, segundo Silvio Messias (Palhaço Lorenzo), do Projeto “Olhar de Palhaço: “alegria é como a liberdade, todo mundo sabe o que é, mas não consegue explicar. É um breve lapso de tempo, que nos satisfaz, nos preenche e nos impulsiona para a plenitude”. Depende de nós…

A decisão é nossa! Só nossa!

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