Medo – Qual é o seu limiar?

Traçaremos aqui uma reflexão sobre um estado muito comum na atualidade, em meio a Pandemia, que insiste em permanecer.

Apesar de todos os esforços da ciência mundial na busca por vacinas e outras alternativas para controle do vírus corona, ainda há mais perguntas do que respostas. Ele chegou devagar, conseguiu modificar hábitos e mexer com sentimentos, alguns bem enraizados.

E em meio a esse caos, encontramos um grande vilão, tema de nosso artigo – o medo. Ligado a emoções e aliado à sobrevivência, faz com que nos tornemos pessoas mais precavidas. Desse modo, que mal há nele? E por que um vilão?

Se procurarmos no dicionário, veremos alguns atributos para o termo “vilão”, entre eles, indigno, cafajeste etc. Mas se o medo, de certa forma nos protege, por que ele vem afetando tanto a vida das pessoas, tornando-se um vilão maior do que o próprio vírus?

Na realidade, há um limiar, um grau de intensidade, que faz com que transformemos o temor, em algo exagerado, irracional e desproporcional. E aí, esse medo torna-se patológico. Poderá virar uma fobia, entre outras coisas – assunto que poderá ser discutido em outro artigo, mais para frente.

O que podemos adiantar é que, quando atinge um limiar muito alto, requer, não só assistência psicológica, como muitas vezes, psiquiátrica. Mas há caminhos para não chegarmos a tanto? Claro que há!

Primeiro, temos que olhar para dentro de nós, observarmos a intensidade de nossos sentimentos, o que eles estão querendo nos dizer. O que não trabalhamos emocionalmente atinge o corpo através da somatização, tornando-se doença física. Talvez por isso, em meio à pandemia, vislumbremos tantas pessoas ansiosas, depressivas, com problemas tireoidianos, gástricos, cardiológicos etc. Obviamente, temos as predisposições genéticas, mas elas só nos influenciam se assim permitirmos ou se tínhamos mesmo que passar por isso.

Muitos se deixam envolver por noticiários calamitosos, onde não há “saídas”, como se o vírus viesse para “acabar com o mundo”. Essa sensação destrói qualquer pensamento positivo, qualquer enfrentamento são.

Estamos sujeitos a contrair o corona? Sim! Pessoas boas, espiritualizadas, de bem com a vida, às vezes têm que passar por algumas coisas, com certeza por um aprendizado, para um amadurecimento, para uma exemplificação, que pode ser tanto contrair um vírus, como enfrentar algum outro desafio.

Todos contrairão? Não! As pessoas não são iguais.

Há risco? Há, por isso não podemos negligenciar. Mas isso acontece com todos os aspectos das nossas vidas. Se sou uma hipertensa, tenho que me cuidar, se sou diabética, igualmente, e assim afora.

A vida não é só flores! E talvez por isso seja tão perfeita… nada está errado! Ruim é ficar lutando contra a maré, considerando-se inatingível, ou, atraindo para si várias patologias, sejam emocionais ou físicas. Isso sim, desencadeia medo que se expande, por falas inadequadas, por proliferação de noticiários perniciosos, por “fakes”, que são disseminadas pelo WhatsApp sem consulta prévia.

Não é momento para lides políticas, partidárias, pessoais. Todos temos que nos informar e criar consciência do que é melhor para si e para a sociedade. O mundo está clamando por mudança de comportamento!

Temos que abandonar o medo que nos consome e nos “viraliza” e enfrentarmos uma nova realidade, apesar das adversidades. Não estamos mais em 1918, lutando contra a gripe espanhola – hoje há mais recursos, embora existam equivalências, no sentido de proliferação e alto número de óbitos.

De lá para cá, muito mudou, inclusive a população, em termos quantitativos. Além disso, a ciência atual evoluiu assustadoramente. Porém, naquela época não havia a tecnologia da atualidade e, portanto, as notícias demoravam a chegar. Talvez, neste momento, o medo tome maiores proporções pela velocidade e rapidez com que nos atinge.

Mas, do mesmo modo, temos acesso a concertos, espetáculos, curso gratuitos (uma infinidade), meditação, atividade física, mensagens edificantes etc., tudo on line e, a maior parte, sem custo. Depende muito do acesso que dermos e buscarmos!

Estamos em janeiro, desejamos que seus “acessos” sejam os mais saudáveis possíveis e que suas escolhas recaiam muito mais na busca de saúde física e mental, do que àquilo que as destrói.

Que o medo não perca sua função de nos proteger e que permitamos que ele seja nosso aliado…

A decisão é nossa! Só nossa!

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Eliana Aparecida Conquista
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Eliana Aparecida Conquistah Consultoria em Psicologia
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