E o que dizer do amor?

Nossa busca teve início procurando no Dicionário Aurélio, o significado da palavra Amor. Dentre algumas citações, vale ressaltar: “sentimento que predispõe alguém a desejar o bem do outrem”; “inclinação sexual forte por outra pessoa”; “inclinação ditada por laços de família”.

Uma coisa é certa, do amor divino ao amor carnal, talvez nunca uma palavra seja tão usada, mesmo que às vezes de maneira distorcida.

O Psicólogo Humanista Erich Froom, refere-se ao amor, não exatamente como um sentimento e sim como uma energia que não pode ficar estagnada e que tem que ser elaborada como uma “arte”, para não se tornar patológica.

Isso nos remete à amplidão destes conceitos e como o amor pode influenciar tudo ao nosso redor.

Atualmente muito se fala em ecossistema – relação entre seres vivos e ambiente. Dia 5 de setembro, inclusive, foi o dia comemorativo da Amazônia, onde se encontra uma grande diversidade do ecossistema brasileiro.

E aí vai uma pergunta: qual é o amor que depositamos em nossas florestas, lagos, pântanos? E com relação aos seres vivos, desde uma alga ao ser humano? E com que direito podemos usar nossos “animais animais”( porque somos “animais humanos”), como se fossem uma posse? Gary L.Francione, questiona em seu livro, “Introdução aos Direitos Animais”, o uso que o homem faz desses seres, usando-os como sua propriedade.

Podemos expandir isso para a natureza, a flora, etc.. O que pensar dos desmatamentos arbitrários, de cunho absolutamente econômico? Culminando em intensas queimadas, noticiadas cada vez mais e mais, nos noticiários. Que amor é esse que desmata? Se não sou capaz de amar e respeitar o meu planeta, como posso amar a mim mesmo? Como posso desdenhar a enchente, se continuamos jogando móveis nos córregos?

O universo responde às questões acima, não segundo nossos desejos, mas sim pela natural reação ao livre arbítrio de cada um que, somado ao todo, desencadeia vários desastres. Haverá sim, cataclismas, furações, tornados, geadas etc… Os problemas ambientais foram criados pela humanidade.

As nascentes dos rios, as planícies, as chapadas, pedem socorro!

Temos que rever os conceitos, abrir a mente e o coração para o amor verdadeiro, que não se mede pelo egocentrismo.

Olhem o primeiro conceito citado nesse texto sobre o amor: “sentimento que predispõe alguém a desejar o bem do outro”. O outro pode ser aquele irmão que não nos damos tão bem, aquele vizinho mais inoportuno, o chefe.

Podemos ampliar o conceito para o lago do Parque perto de nossa casa, a praça onde levamos nossos filhos para passear etc…

Temos que aprender a sair do amor narcísico, para o do bem comum. Quantos de nós, lamentam conviver em relacionamentos destrutivos? Porém, permitimos isso por um vazio existencial, que nos coloca no lugar de vítimas do outro. Isso não é amor, é um processo destrutivo que tentamos preencher a duras penas e com muito sofrimento psico.

Agora, mais do que nunca, somos chamados a mudanças. Não dá mais para darmos “desculpas”. O despertamento como um todo tem que ser feito. Ou aprendemos a amar na verdadeira acepção da palavra, ou continuaremos nos lamentando do quanto somos reféns de relacionamentos nocivos e o quanto manteremos uma relação equivocada com a natureza e os animais. Tudo está interligado, não tem como fugir.

Fechamos o texto, com a fala de Albert Schweizer, sobre o Amor: “…Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar os seus semelhantes…”.

A decisão é nossa! Só nossa!

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