ENTREVISTA
- Edição 66 - Out/2007
Denise Delfim

Rogério Coelho de Souza

 

A entrada da adolescência é uma mudança que afeta pais e filhos. Como lidar com isto? O médico e psicanalista, que há 20 anos trabalha na Vila Mariana e atende na rua Morgado de Matheus, ensina a dose certa para acompanhar essa fase de transformação merecedora de muita atenção, em que os pais têm de encarar que não são tão jovens e os filhos, não mais crianças

Pedaço da Vila: O que promove a passagem da infância para a adolescência?

Rogério Coelho de Souza: Pelo menos dois fatores fundamentais entram em ação, conjuntamente, para gerar numa criança as mudanças que chamamos de adolescência. Um fator é de ordem biológica determinado pelo surgimento de uma carga hormonal, até então não expressiva na criança, pela qual aparecem efeitos corporais de natureza sexual, uma vez que os hormônios que se fazem presentes neste momento são os sexuais, masculinos ou femininos conforme o caso. O aparecimento dessa carga de hormônios sexuais promove uma mudança significativa não só nos caracteres sexuais secundários – como, por exemplo:  aumento de pêlos, mudança na voz, aumento de massa muscular e vários outros nos meninos; crescimento das mamas, aumento da curvatura da cintura e outros mais nas meninas, mas também no surgimento do desejo sexual e na manifestação explícita do interesse sexual. Isto é uma verdadeira revolução no mundo mental do jovem e disto, podemos imaginar as modificações comportamentais que aparecerão. A mudança da imagem corporal, a percepção dos efeitos que a sexualidade traz, a demanda de trabalho emocional que isso desencadeia tornam essa época da vida uma verdadeira crise na identidade do jovem, necessitando toda uma nova reestruturação da sua pessoa. Some-se a isso um segundo fator, este já de ordem social, que entra em vigor demandando a passagem para a adolescência. A própria sociedade, o grupo humano em que o jovem está inserido, seu grupo de amigos e colegas, além de sua própria família, todos têm a expectativa do crescimento daquele jovem em questão, esperando que ele venha a se comportar de determinada maneira, a se interessar por certas coisas, a mostrar desejos compatíveis com a situação de adolescente. A percepção do seu lugar social e o cumprimento de seu novo papel empurram, em termos psicológicos, o jovem para a direção da adolescência, nem sempre de modo harmônico com o desenvolvimento emocional do indivíduo. Pode haver um descompasso entre o fator biológico e o fator social, o que colaborará para o aparecimento de dificuldades no percurso desta etapa da vida, particularmente dificuldades emocionais que transparecerão por meio de seu comportamento. Tudo isso faz dessa passagem, da infância à adolescência, um momento merecedor de muita atenção, exigindo que o curso da adolescência seja acompanhado bem de perto pelos adultos responsáveis pelo jovem.

Pedaço da Vila: Quais são as principais características desse período da vida, chamado adolescência?

Rogério Coelho de Souza: Como dito antes, trata-se, normalmente, de uma época de crise. Veja, é para ser uma época de crise. A crise nesse momento da vida é normal. Seja ela explícita no comportamento do jovem, ou fique implícita num adolescente mais introvertido. Sempre a pessoa nesta época da vida estará atravessando grandes conflitos, motivados pela necessidade de compreender a si mesma de modo diferente daquele que tinha na infância. A renovação da identidade pessoal torna-se o eixo em torno do qual gira o mundo do adolescente. Seu corpo já não é o mesmo,  as expectativas sobre ele também não são mais as mesmas, os desejos, os interesses são novos, tudo é diferente e tudo ocorreu rapidamente. Sua capacidade intelectual evoluiu igualmente de modo rápido. Agora se dá conta que consegue fazer coisas que antes podia apenas fantasiar. Vai percebendo possuir uma força que ainda não controla muito bem e que pode tornar-se violenta. Descobre-se querendo aproximação e contato físico aos quais antes era quase que indiferente. Tudo isso é desconhecido. A possibilidade de vir a ser como os adultos, começa a se delinear, o que é ao mesmo tempo instigante e ameaçador. Ora, tantas novidades e tantos desconhecidos facilitam que os jovens se agrupem buscando reforço e conforto mútuo. A vida para o jovem parece ser mais segura se vivida em grupo. Identificar-se com um grupo e nele encontrar seu lugar parece ser uma característica bastante forte dessa época da vida. A vida mental de fantasia cresce muitíssima. O jovem precisa acreditar que pode mudar o mundo. Ideais começam a ocupar um plano de relevo em suas vidas. Mas isso costuma ser vivido muito mais de modo imaginativo do que de modo realístico, pelo menos por enquanto. Contestar tudo aquilo que até então estava vigente é outra necessidade básica do adolescente. Tudo parece errado, então, tudo precisa ser corrigido. Embora, inconscientemente, quem se sente “errado”, querendo ser consertado é o próprio jovem. Conserto que só se concretizará quando se perceber ficando adulto. Aceitar o que os outros dizem - em particular os adultos - torna-se difícil porque é preciso defender outros pontos de vista que façam o adolescente se sentir forte e capaz de ser ele mesmo. Obviamente que os pais têm aí um papel fundamental. Se nós formos perguntar aos pais o que eles querem para os filhos, creio que a maioria dirá que quer que os filhos sejam felizes. Se perguntarmos, como? Dirão que vendo os filhos realizar seus sonhos, atingindo seus desejos. Se perguntarmos qual o melhor jeito para que isso aconteça, dirão que por meio da responsabilidade frente à vida. Se continuarmos perguntando como os filhos poderão se tornar responsáveis, dirão que alcançando a independência econômica, social, intelectual e emocional. Mas se perguntarmos como os filhos poderão vir a alcançar a independência sem que se acostumem ao longo de um tempo, o tempo da adolescência, em serem independentes, bom, aí a coisa começa a ficar mais complicada para os pais acompanharem. Pois vir a ser independente, sendo responsável e por meio disto realizar sonhos e desejos para ser feliz, só será possível se os filhos virem a deixar de estar sob a autoridade dos pais, progressivamente ao longo de um tempo, o tempo da adolescência. O que os pais querem é que os filhos venham a ser autores de suas próprias vidas, mas para isso eles terão que sentir que conquistaram a autoridade sobre si mesmos. Essa conquista começa pela contestação da autoridade dos mais velhos, passa pela luta entre a imaginação e a realidade de seus desejos, transita pela frustração da percepção de seus limites, convive com o sofrimento de suas impotências, fortalece-se com as satisfações de suas realizações mesmo que parciais, é acompanhada pelo medo do erro, da mentira, da falha, da covardia, da indiferença, enriquece-se com as experiências vividas com seus iguais e entre ainda muitas outras coisas, realiza-se quando o jovem se dá conta que, devido àquilo de que já é autor, está responsável por si mesmo e pelo que deseja, bem como responsável por tudo e por todos a quem quer bem. O que esse jovem conquistou, então, é a vida adulta. Mas veja, tudo começou pela possibilidade de contestar e pela fortuna de ter tido um ambiente que soube tolerar essa contestação, valorizando-a e limitando-a, ao mesmo tempo. Esse será o maior trabalho para os adultos, os pais, nesta época da vida dos filhos.

Pedaço da Vila: Quais são as maiores dificuldades encontradas pelos jovens nessa época?

Rogério Coelho de Souza: Fortalecer sua identidade é a resposta mais sintética a esta pergunta. Mas quais os riscos envolvidos, quando as dificuldades viram problemas, é que se torna a nossa preocupação. As chances de problemas são muitas porque hoje são muito fáceis a informação e o acesso àquilo que pode prejudicar uma vida. É freqüente se ouvir que o excesso de liberdade complica sobremaneira a vida instável do jovem. É verdade. Mas a questão aí,  é bom lembrar, está no excesso e não na liberdade. Sem alguma liberdade o jovem não aprenderá nada porque não experimentará nada. A chave desse problema está na dose. E para a dose certa teremos que contar com a vivência dos pais. De modo geral a melhor indicação é de se dar liberdade progressivamente aos jovens, na medida em que a confiança mútua se fortalece, mostrando o adolescente que ele pode acreditar nele mesmo afim de que os pais também possam acreditar. Mas, voltando à questão, sem dúvida que nós encontramos uma longa coleção de possibilidades problemáticas para o jovem. As que são sempre lembradas dizem respeito ao  uso de drogas, à prática sexual irresponsável, às dificuldades escolares, à companhia de pessoas instigadoras de comportamento inadequado, ao uso de violência na conduta social ou no comportamento familiar, à alienação da vida intelectual, social e emocional. Todas essas coisas são certamente muito sérias e toda atenção é necessária. Porém não é necessário alarde, pelo menos não de início. Como sempre é dito, o diálogo, a conversa franca sempre ajuda muito a identificar o problema e a começar a resolvê-lo. Especialmente se a prática do diálogo já existia desde a infância. Fica muito mais difícil querer começar a conversar com um jovem só na adolescência sem que ele esteja acostumado e confiante nesse contato há algum tempo. Informação clara, transparente, naturalidade ao tratar dos assuntos, espontaneidade na aproximação e sinceridade nas conversas, facilitam muito as coisas entre adolescentes e adultos. Certamente estamos falando de educação. É bom lembrar que educação exige continuidade, não basta educar na infância e agora na adolescência querer apenas cobrar. Não basta ter ensinado na infância e não aceitar que o jovem reveja os conceitos, antes internalizados, quando faz certas contestações do que havia aprendido. Pois permanecer junto ao adolescente considerando suas críticas, ponderando suas opiniões, estimulando suas sugestões e mantendo-se firme na posição de pais é o que de melhor pode acontecer para prevenir ou mesmo recuperar filhos adolescentes que apresentem um dos problemas antes citados. Naturalmente que para certos problemas, como drogas ou alterações mais graves de conduta, a procura de ajuda especializada é fundamental.

Pedaço da Vila: Quais as perspectivas para os adolescentes de nossos dias?

Rogério Coelho de Souza: A primeira grande dificuldade é admitir que os filhos não são mais crianças. Em outras palavras, admitir que começamos a ficar mais velhos e que a meia idade, no mínimo, está se aproximando. Admitir que os filhos têm opinião própria e que nem sempre teremos a razão ou estaremos certos. Aceitar que o crescimento dos filhos não é igual a fim dos problemas, mas apenas mudança de problemas. Aceitar que as demonstrações de afeto, especialmente de modo físico, dos filhos não são mais dirigidas aos pais, pelo menos não predominantemente, mas que estas demonstrações serão dirigidas cada vez mais a outras pessoas, mais ou menos da idade deles. Aprender a falar com os filhos não mais de um jeito infantil, mas considerar que agora estamos diante de um jovem que pode ser capaz de articular muito bem suas idéias. Lembrar que não somos mais os grandes heróis de nossos filhos e não querermos todo o tempo nos oferecer como exemplos do que é certo, correto, justo, bom e virtuoso. Mas sim, permitir que os filhos encontrem em suas próprias experiências outros modelos, quando não neles mesmos, nos quais se inspirarão para imitar. Lembrar que fazer sermões e querer persuadir o jovem a pensar como o adulto não costuma ser um bom caminho. Não confundir persuasão com imposição, autoridade com autoritarismo, diálogo com monólogo, compartilhar com invadir, amizade com falta de bom senso, liberdade com libertinagem, sensibilidade com teatralidade, responsabilidade com medo. Essas e muitas outras confusões podem e devem ser evitadas para facilitar a convivência e o bom acompanhamento dos adolescentes. Certamente a colocação de limites na dose certa é o grande desafio para os pais, até porque isto dependerá enormemente da personalidade deles, a qual em grande parte é fruto da história de vida que tiveram ou pelo menos de como puderam interpretá-la. Mas a maior dificuldade, penso eu, está em tolerar, falando de modo simbólico, que os filhos nos “matem” e ainda assim continuar lá sendo necessários. É um paradoxo perfeito, não é mesmo. Há que se tolerar que para que eles amadurecerem, teremos que ceder espaço, antes necessária e saudavelmente ocupado por nós, mas que agora eles, os filhos, terão que ocupar aos poucos. Desejar que os filhos nos sucedam, que venham a fazer por eles mesmos o que antes era nossa função, talvez seja o maior estímulo ao desenvolvimento dos filhos e provavelmente um de nossos maiores desafios frente ao exercício da ser pais. Outra dificuldade, ainda, está na humildade em considerar que às vezes precisamos de ajuda para compreendermos nossos filhos, inclusive algumas vezes ajuda deles mesmos. Claro que em situações mais graves essa ajuda especializada se faz essencial. Reconhecer modestamente essa necessidade pode ser vital para a recuperação da interação pais e filhos.

Pedaço da Vila: Que postura os pais e a família devem ter para colaborar com os jovens no enfrentamento das dificuldades naturais da adolescência?

Rogério Coelho de Souza: Uma postura basicamente observadora e participativa. Creio que o fundamental é não nos distanciarmos emocionalmente dos filhos. Não é preciso invadir o mundo deles, nem ser intrusivo, nem se intrometer ou mesmo ser controlador. É preciso compartilhar as experiências, não apenas incentivando que os filhos contem suas experiências, mas também nos colocando abertos para dividir com os filhos algumas das nossas próprias experiências. Aquelas que tivemos quando jovens e aquelas que estamos tendo como pais. Apenas tomando o devido cuidado para não roubar o espaço de comunicação dos filhos e para usar da nossa participação como exercício de enaltecimento de nossas qualidades. É um tesouro termos experiências emocionais compartilhadas com os filhos. Os elos de amor, carinho, respeito, consideração amizade e confiança ficam muito fortalecidos. Saber ouvir é talvez a maior de todas as qualidades que se possa querer na postura dos pais. Dar tempo e oportunidade para os filhos se manifestarem, experimentarem, conhecerem e expressarem o que se sentem e pensam é certamente uma enorme colaboração que os pais prestam aos filhos. Conter expectativas a respeito dos filhos também é muito importante. Devemos lembrar que não fizemos os filhos para nós, como uma posse, mas que os quisemos para que eles vivessem suas próprias vidas que, afinal, a eles pertencem. Claro que isso não quer dizer abandoná-los ou deixá-los à própria sorte. Nossa função é provedora, promovedora, possibilitadora e facilitadora. É bom lembrar a poesia de Kahlil Gibran: “ Teus filhos não são teus, eles são os filhos e as filhas da vida que anseia por si mesma. Eles chegam por teu intermédio, mas não de ti, e embora estejam contigo eles não te pertencem. Podes lhes dar seu amor, mas não teus pensamentos, pois eles têm seus próprios pensamentos. Podes abrigar seus corpos, mas não suas almas pois suas almas habitam a casa do amanhã, que tu não podes visitar, nem sequer em teus sonhos. Podes te esforçar para ser como eles, mas não procures fazê-los semelhantes a ti. Pois a vida não recua nem permanece no ontem.” É um belo poema que nos ensina qual é nossa melhor postura frente aos filhos, em especial quando estes já são adolescentes. Ao mesmo tempo não há porque se intimidar. Mostrar o que pensamos, declarar o que sentimos, manifestar o que desejamos, esclarecer para o que torcemos, em relação a nossos filhos, ainda que por vezes possa até provocar algum atrito, também é de vital importância na relação que estabelecemos com eles. Não deve haver medo ou subserviência, mas franqueza e continência. Nada disso é fácil, mas também ninguém disse que ser pais ia ser moleza, não é mesmo. Porém é possível e convenhamos, é insubstituível.

Pedaço da Vila: Há outros recursos  para ajudar pais e adolescentes a resolverem seus problemas? Onde encontrá-los?

Rogério Coelho de Souza: Bem, deveria haver certamente. Tanto recursos sociais como institucionais, além dos particulares. Quero dizer o seguinte. É freqüente pais e adolescentes enfrentarem enormes dificuldades em seus relacionamentos, os quais por vezes superam seus próprios recursos privados familiares. Nessa hora poder contar com ajuda de pessoas com alguma habilitação para com essa questão é importantíssimo. Poderíamos imaginar que as escolas, as instituições religiosas, as instituições profissionalizantes, as entidades sociais, enfim todas as organizações humanas que de alguma forma trabalham ou têm contato intenso com adolescentes, deveriam ter alguém com experiência para ajudar a intervir em situações de conflito intra-familiar. Ou mesmo para colaborar com o jovem que está apresentando alguma dificuldade quer no âmbito de sua vida emocional pessoa quer no âmbito de sua conduta social. Infelizmente vê-se pouco isso o que faz com que muitas famílias e muitos jovens fiquem a mercê de suas próprias sortes. O que acaba ocorrendo, para aqueles com algum recurso financeiro, é a busca de ajuda especializada particular, ou seja, consultórios particulares de psicólogos ou psiquiatras. Terapeutas que com sua experiência e conhecimento tentam colaborar na melhora do quadro psíquico encontrado em seus pacientes, o jovem ou mesmo a própria família. Programas de intervenção social, respeitando o conhecimento médico, psicológico e de outras áreas que foquem a adolescência, como alvo, devem ser muito incentivados por toda a sociedade.

Pedaço da Vila: Quais as perspectivas para os adolescentes de nossos dias?

Rogério Coelho de Souza: Nossa época, historicamente falando, tem sido  demasiadamente caracterizada pela violência, pela desumanidade, pela promiscuidade impensada, pela intolerância frente às diferenças, pelo desrespeito para com o outro e para com o que é público, pela mentira, pela ganância desenfreada e pela ausência de ideais verdadeiros e construtivos. Obviamente esse não é um bom panorama. Quando não estamos ocupados com nossa sobrevivência imediata, estamos preocupados com o futuro da humanidade e com a continuidade do planeta. É fácil ficarmos pessimistas. Apesar de tentar ser realista, sei que intimamente sou um otimista e gosto de acreditar que o presente ainda fará valer a pena o futuro. Os jovens, crianças e adolescentes, têm um lugar especial nesse ponto de vista, afinal o futuro será deles. Talvez não seja inadequado dizer que é preciso ter alguma fé nas próximas gerações. Confiar na capacidade humana de superar suas limitações e mesquinharias é apostar no jovem de hoje apontando-lhes para um futuro mais digno. Colaboremos com nossos jovens o quanto pudermos para que eles possam vir a ter condições de realizar coisas melhores  que nós. Apesar de tudo, acredito sim, entendo sim, que há perspectivas para os adolescentes de hoje. Gosto de pensar que apesar de tudo, apesar de nós, eles são mais espertos, mais inteligentes, mais argutos, mais sensíveis, mais capazes do que nós fomos e somos. A perspectiva deles, em muito, depende daquilo que nós adultos hoje somos capazes de propiciar a eles em termos de educação, saúde, proteção social, trabalho e continência emocional. Quanto mais sustentarmos tudo isso melhor fica a perspectiva do futuro de nossos filhos e netos. Façamos nossa parte em nosso momento e torçamos para que a parte deles seja muito melhor que a nossa porque o tempo deles está cada vez mais perto. Que eles possam usufruí-lo e possam desenvolver ainda melhor para aqueles que vierem depois. É o que desejo.                                                                      


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