ATITUDE
- Edição 56 - Nov/2006
Giuliana Capello

Banho quente, ecológico e mais barato !

Em São Paulo, pode até parecer novidade. Mas, em muitos lugares do mundo aquecer a água do banho com energia solar é mais do que comum: é lei. Em Israel, por exemplo, praticamente todas as casas usam o equipamento. O mesmo acontece na Espanha e na Cidade do México. Em terras brasileiras, Belo Horizonte vem sendo chamada de "a capital do aquecedor solar". Não por acaso, a região concentra várias empresas fabricantes dessa tecnologia. Lá, virou até diferencial no mercado imobiliário. Imagine no jornal: "aluga-se casa com dois dormitórios, garagem e...coletor solar". Estranho? Nem um pouco. A boa fama do aquecedor está diretamente ligada às vantagens que ele proporciona. Numa casa ou apartamento, o chuveiro responde, em média, por 30% do valor da tarifa de luz. Ao trocar a energia elétrica pela solar na hora do banho, uma família combate o grande vilão das altas contas. Além disso, a energia solar é uma opção ecológica, pois alivia o impacto sobre as hidrelétricas e as distribuidoras nos horários de pico do consumo. Em Campina Grande, na Paraíba, a instalação do aquecedor solar gera descontos no IPTU do imóvel. No interior de São Paulo, a cidade de Birigui tornou-se a primeira do Brasil a aprovar uma lei que obriga o uso dos coletores em conjuntos habitacionais destinados à população de baixa renda. A medida é uma excelente maneira de reduzir os custos mensais de quem mora em casa popular. Tanto é assim que em Betim, Minas Gerais, 502 casas populares contam com banho quente gerado a partir da energia do sol. Em Cafelândia, região de Bauru, um fabricante doou 50 equipamentos para um empreendimento da CDHU, que aprovou a idéia e está em fase de pesquisas para tentar estender a novidade a futuros conjuntos habitacionais. Várias cidades estão começando a se interessar pelo assunto, inclusive São Paulo. Para o consumidor, a boa notícia é que o equipamento não é muito caro e, em pouco tempo, a economia gerada compensa o investimento. Por outro lado, a tecnologia não seria sustentável se não pudesse ser acessível a toda a população. Quem não tem como investir na compra de um aquecedor pode procurar a Ong Sociedade do Sol - com sede na Cidade Universitária - que oferece cursos a quem quer aprender a montar o seu próprio coletor solar. Além de capacitar monitores voluntários para disseminar a tecnologia em diversas comunidades carentes, a ong ministra palestras em escolas que são, ao mesmo tempo, aulas de física, química, educação ambiental e cidadania. Para conhecer mais sobre o tema, não deixe de visitar o site da entidade: www.sociedadedosol.org.br. E bom banho para você!


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