CIDADÃO DO MUNDO
06/11/2019 - Edição 198 - /
Da Redação

PORTUGAL
Portugal parece ser a bola da vez do turismo mundial.  Razões para isso não faltam: preços baixos comparados a de outras regiões; enorme concentração de atrações históricas e culturais; clima agradabilíssimo e, para os brasileiros em particular, pedir informações na nossa língua pátria faz toda a diferença.  
Partiu Lisboa?  Então, antes, sugiro ganhar intimidade com a cidade olhando mapas e guias (uma boa dica é o Lisboa – Seu Guia Passo a Passo, da Publifolha —  leve e completo). É uma cidade média, cerca de 500 mil habitantes (menor que Osasco!), e rapidamente se tem uma noção geral do espaço. 
Ao chegar, providencie no próprio aeroporto um chip para se conectar nas ruas. Na loja da Vodafone, paguei 20 euros por um chip de 30 dias e funcionou bem.  O aeroporto tem estação de metrô. Compre o cartão nas máquinas das estações.  Custa 0,50 euro e, no ato, carregue o número de viagens que quiser: 1,50 euros cada viagem.  Serve para metrô e ônibus (autocarro, na língua deles...). 
Dá pra ver o básico em 4 dias na capital e 2 dias nas cidades do entorno. No 1º dia comece pelas três praças que são o coração de Lisboa: Figueira, dos Restauradores e Dom Pedro IV (também conhecida como praça do Rossio).  Use o elevador de Santa Justa para ir ao Chiado/ Bairro Alto, onde vale uma visita à livraria Bertrand, a mais antiga do mundo (287 anos), e um café na Brasileira, cafeteria que tem uma estátua de Fernando Pessoa, alvo de milhares de selfies por dia.  Resistindo (ou não) a entrar em tantas lojas, já é hora de conhecer o rio Tejo, descendo até a enorme praça do Comércio, onde dá pra molhar os pés no rio.  E fechar a tarde pelo reticulado de ruas da Baixa e suas muitas lojas e restaurantes. 
Serei muito sintético:  reserve o 2º dia todo para a região de Belém.  Lá estão o Mosteiro dos Jerônimos, a Torre de Belém, o Palácio D´Ajuda, o Museu de Arquitetura e Tecnologia, entre outras atrações.  No 3º dia, logo cedo, vá ao bairro da Alfama, com destaque para o Castelo de São Jorge e o Museu dos Azulejos.  Aí siga para a estação de trem Santa Apolônia para ir ao Parque das Nações, onde está um dos maiores oceanários do mundo, um teleférico que acompanha o Tejo e outras atrações.  A volta pode ser de metrô (estação Oriente).  No 4º dia uma boa caminhada: suba a avenida da Liberdade, curtindo os canteiros e as lojas.  Ela termina no Parque Eduardo VI, com rico paisagismo.  No alto do parque à direita fica um grande shopping com a loja El Corte Inglés como âncora.  Finalize um pouco adiante, na Fundação Calouste Gulbekian, com seus lindos jardins e dois museus. 
A cidade de Sintra, a uma hora de trem, é imperdível, com castelos e o sítio místico Quinta da Regaleira.  Se der tempo, de lá tome um ônibus à cidade litorânea de Cascais (a estrada é belíssima), e, de Cascais, retorne de trem (comboio, na língua deles) para Lisboa, jantando no ótimo Mercado da Ribeira, junto à estação Cais do Sodré.  
No outro dia, proponho a cidade de Mafra e o seu gigantesco Palácio Nacional. A cidade praieira de Ericeira é próxima, e completa a viagem de um dia (o ônibus para Mafra sai da estação Campo Grande do metrô). 
Se tiver mais 2 dias, vale muito ir até a linda cidade do Porto (3 horas de trem, 62 euros/ pessoa ida e volta).   Bem, com 20 a 25 euros um casal faz uma boa refeição em muitos restaurantes. A segurança em Lisboa não é sueca, mas, para nós, a sensação é de estar no paraíso.  As sugestões acima são certeza da vitória.  Ande muito e divirta-se!

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