UMAS E OUTRAS
01/08/2019 - Edição 195 - Ago/2019

Um futuro de qualidade para o Parque Ibirapuera e seus frequentadores
Muitas fakenews e informações imprecisas têm sido veiculadas nas redes sociais a respeito do processo de Concessão do Parque Ibirapuera e outros cinco parques paulistanos. Essas ações buscam desinformar a população e mascaram uma estratégia que visa deslegitimar o processo de Concessão e os benefícios que esse modelo trará para a cidade e os usuários. Este espaço nos foi cedido para esclarecer certos pontos e transmitir nossa visão do Parque.
A maioria das pessoas que vivem em São Paulo tem alguma memória afetiva do Parque Ibirapuera.  Seja por uma lembrança da infância, a busca de uma vida mais ativa e saudável, a simples e prazerosa contemplação da natureza ou mesmo o encontro de um momento de paz em meio a rotina estressante e atribulada da metrópole. Fato é que o Parque Ibirapuera é um oásis em meio à agitação, um coração que pulsa e mantém a capital viva, e que reflete sua identidade cultural e histórica.
Muito tem se questionado sobre o que será do Ibirapuera do futuro. O que esperar para os próximos anos, 35 dos quais sob regime de concessão? Como usuários do Ibirapuera e futuros responsáveis pela gestão deste e de outros cinco parques, queremos, antes de tudo, manter essa memória afetiva nas gerações atuais e futuras, conservando o Parque em sua essência. 
Para tanto, entende-se que é necessário melhorar a qualidade do que funciona de forma precária, colocar em atividade o que hoje está abandonado ou esquecido e propiciar entretenimento, cultura e segurança aos frequentadores, sempre mantendo como conceito fundamental a preservação de sua função social e ambiental.  
A estrutura e a essência do Parque Ibirapuera serão mantidas, passando por restauros, recuperação e revitalização dos espaços degradados, além de requalificação da oferta de produtos e serviços existentes.
Para isso, entendemos a importância da existência de uma constituição fundamental do Parque, que dispõe sobre a função do espaço, suas regras básicas, inatas e eternas. Esta constituição deve garantir o acesso livre e gratuito ao espaço público, a conservação e preservação deste patrimônio e vetar qualquer atitude que descaracterize o Parque como este importante espaço de convívio, lazer, educação e contemplação da natureza.  
Nossa visão de futuro tem como base a manutenção destes aspectos vitais do Parque Ibirapuera. Isto significa que iremos: zelar pela conservação do meio ambiente e da paisagem tombada; garantir a sobrevivência e fortalecer a fauna e flora; requalificar e preservar os equipamentos tombados; melhorar a infraestrutura no que diz respeito a aparelhos esportivos, sinalização, segurança, banheiros e vestiários e áreas de convivência; além de garantir a acessibilidade e mobilidade universal no Parque. 
Nem todos os equipamentos do Parque Ibirapuera integram a concessão, mantendo gestão própria e independente. São eles: Viveiro Manequinho Lopes, o Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM, a Fundação Bienal de São Paulo, o Museu Afro Brasil, o Pavilhão Japonês, o Monumento em Homenagem aos Pioneiros da Imigração Japonesa Falecidos e a Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz – UMAPAZ. No entanto, melhorar o acesso, a sinalização, o entorno desses espaços e dialogar com essas instituições é uma das nossas prioridades, pois compõem também o patrimônio do Parque. 
Extremamente importante, também, é a questão da água no Parque, que continuará sob responsabilidade da Sabesp e do Governo do Estado de São Paulo. Apesar de não ser nossa incumbência a despoluição do lago e seu afluente, iremos promover estudos e monitoramento da água para que tenhamos dados suficientes para lutar pela despoluição destes. Essa bandeira também é nossa, mas, para que obtenhamos tal resultado, é necessária a despoluição do afluente na Bacia do Sapateiro, que fica fora da extensão do Ibirapuera e, portanto, deve ser tratado no Plano Diretor da cidade de São Paulo em conjunto com as autoridades competentes. 
Nossa experiência em gestão, manutenção e melhoria de serviços públicos nas áreas de entretenimento, saúde e transporte, nos gabarita a afirmar que há muito a aperfeiçoar para a população, que não está sendo adequadamente atendida. Vale destacar ainda, das iniciativas propostas, a ampliação da segurança para os usuários com a recuperação dos espaços degradados e monitoramento inteligente; expansão e fomento de atividades educativas, de pesquisa e geração de conhecimento como as aquelas desenvolvidas no campo experimental; melhorarias na acessibilidade e mobilidade interna do parque, principalmente para idosos e pessoas com deficiência; além da recuperação de estruturas deterioradas e disponibilização de novos equipamentos e mobiliários, que serão revertidos para o patrimônio público. 
E o mais importante: o acesso ao parque continuará sendo gratuito e universal, garantindo a pluralidade de seus visitantes e a preservação de suas histórias e memória. 

*Empresa de construção civil, gestão e operação de serviços públicos, vencedora do certame licitatório para a concessão de seis parques paulistanos.


Comentários
Inclua um comentário











 
Todos os direitos reservados - Pedaço da Vila - 2019