UMAS E OUTRAS
09/07/2019 - Edição 194 - Jul/2019
Da Redação

Bloco na rua!
ideia de um bloco de Carnaval chamado Doentes da Sapucaí começou com a amizade entre o vizinho Rogério de Souza Sieiro Portos, morador da Rua Capitão Macedo, Marcos Seixas Soares e Odilon Cardoso, cujo o pai, Mário Lima Cardoso, foi quem despertou neles o amor pelas escolas de samba. 
E é só ver o nome do novo bloco da Carnaval da Vila Mariana para perceber o tamanho desse amor. “Nos organizamos para preservar a cultura e resgatar o samba de enredo. Vamos sempre em grupo para o Rio de Janeiro ver os desfiles das escolas de samba e, com esse mesmo grupo, fomos com nosso bloco para as ruas do bairro”, explica Rogério (na foto à esquerda).
Primeiramente pensaram que ia ser um bloco apenas para os amigos e familiares brincarem, no entanto, em 2019, os Doentes da Sapucaí foi acompanhado por mais de 2 mil pessoas: filhos, pais, avós e amigos que desfilaram na quadra das ruas Marselhesa e Capitão Macedo. 
“Os vizinhos curtiram! Nosso bloco teve porta-bandeira, mulatas e bateria; agradamos a todos!”, agradece o vizinho. “Contratratamos gente para fazer a limpeza, mesmo sabendo que a subprefeitura iria limpar depois, seguranças... tudo para o bloco ser aceito pela comunidade. E ninguém reclamou!”, comemora Marcos.
No primeiro ano, o samba enredo do Doentes da Sapucaí foi uma homenagem para Sr. Mário, “o mentor”, frisa Rogério. No segundo desfile, homenagearam a Marquês de Sapucaí e as campeãs. “Em 2020 iremos homenagear o bairro que nos acolheu e onde eu nasci”, adianta Rogério. 
O enredo “O que a Vila Mariana tem”, que ainda será desenvolvido durante este ano, vai de Rita Lee ao Matadouro e é ilustrado com a bandeira da República de Vila Mariana. Ele rima: “Eis a Vila Mariana! Grande centro cultural. Sobra escola e hospital, começou num matadouro (tira a carne, deixa o couro). Que hoje em dia é patrimônio do cinema nacional”.
“Queremos fazer muito mais pelo bairro. Queremos promover um bloco familiar! Nossa concentração tem brinquedos para as crianças. Tenho dois filhos que adoraram!”. 
As rodas de samba são na casa de Rogério, que recebe grandes interpretes do samba carioca, como o filho do Jamelão e o Preto Joia, por exemplo. Depois do sucesso, os amigos se animaram. “Nossa ideia é resgatar a cultura do samba enredo e dar a Vila Mariana uma escola de samba”, prometem.

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