UMAS E OUTRAS
05/11/2018 - Edição 187 - Out/2018
Denise Delfim

Ao público cervejeiro

O vizinho Lucca Avellar e seus sócios Leonardo Arruda e Eduardo Ogata já admiravam a quadra escura da Av. Conselheiro Rodrigues Alves, na altura do Instituto Biologico. “Há um ano, as pessoas tinham medo de andar por aqui à noite”, observa Lucca. Pouco tempo depois os três abriram o Gorila Beer House, no número 1153. Com o conceito Beer Garden, um barzinho simples e informal tomou conta de parte da larga calçada com vista para o IB. E, de uma garagem de um antigo casarão, eles servem chope e cervejas artesanais, nacionais e importadas.

“Não há moradores no entorno, por isso não somos obrigados a fechar tão cedo. Aos finais de semana, promovemos música ao vivo sem reclamações”, informa Lucca. Recentemente Felipe Milani trouxe para outra garagem o BomBuda Side Walk Burger (no número 1141), ao lado do Gorila. “Eu tinha um food truck com o mesmo nome que, aos finais de semana, ficava em frente ao bar Gorila. O sucesso foi tão grande que eu e minha mulher decidimos abrir o espaço”, conta o antigo morador da Rua Gandavo. 

O cardápio da hamburgueria fica por conta da esposa Érica Milani, que reservou parte dele à comida vegana. “Hoje de 10 clientes, 2 a 3 são veganos. Então, desenvolvemos uma linha de hambúrgueres: de brócolis com queijo de castanha de caju, de shimegi, de malte, cevada, entre outros... O pessoal adora”, diz a chef, que tem em seu cardápio três hambúrgueres, entre veganos e vegetarianos. “Noventa e oito por cento do que servimos são produção própria, a preço de Mac Donald’s”, brinca Felipe. Eles explicam que os pratos que têm como base o malte e a cevada são feitos com insumo cervejeiro. “Servimos bolinhos de malte, farofa de cerveja, e redução da bebida para fazer sanduiches, maionese e molhos. Nosso cardápio é dinâmico”, explica Felipe. “Quanto mais tipos de cervejas chegam ao Gorila, mais ampliamos nosso leque de criação”. 
 
E não são poucas as marcas servidas pela house beer. “A última cerveja que lançamos no Gorila foi inglesa Adnams”, conta. No entanto, o cervejeiro confessa gostar mesmo é das artesanais belgas e alemãs. “A ideia é deixar de lado essa história de que cerveja artesanal é para a elite, por isso nosso preço é acessível”, avisa Lucca. Thaís Jorge e Ricardo Mamede, que assinam a sobremesa com seus doces artesanais Zio Goumert, concordam. “Queremos mostrar que comer bem não custa caro!”,  diz os moradores da Rua Humberto I. 
 
A parceria bem-sucedida entre a vizinhança, que revitalizou uma quadra escura e perigosa, programa ainda muitos projetos para o local: “Nosso sonho é transformar esse espaço em um boulevard, onde possamos promover eventos culturais, revelando os artistas da Vila Mariana”, diz Lucca, que aos finais de semana, recebe músicos do bairro sem incomodar ninguém! “As pessoas adoram o movimento que trouxemos com o nosso comércio”, comemora Felipe.

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