ATITUDE
01/08/2018 - Edição 184 - Jul/2018
Ana Luisa Rosas

Saúde em Pauta: A enxaqueca
A enxaqueca é uma condição neurológica que muitas vezes é usada como sinônimo de cefaléia , que é a nomenclatura usada no meio médico para o sintoma dor de cabeça .
 
Enxaqueca é uma síndrome ampla que pode apresentar em uma mesma crise vários sintomas inclusive a cefaléia . É por essa razão que algumas vezes, durante uma crise de enxaqueca, você toma um analgésico e mesmo traga alguma melhora, principalmente no  componente álgico ( da dor) da crise, pode não ser totalmente efetivo e você pode  continuar sentindo  mal estar devido aos outros sintomas que também estão presentes em uma crise de  enxaqueca além da dor de cabeça
 
A enxaqueca é uma dor primária, ou seja, sabe aquela frase que você já deve ter até falado : " queria fazer um exame da cabeça por que minha enxaqueca é muito forte e nada resolve " ? 
Então ...Se você tiver um diagnóstico correto de enxaqueca , essa tomografia ou ressonância será provavelmente normal . A enxaqueca corretamente diagnosticada pela anamnese (história que o paciente conta ) não requer exames de imagem ou qualquer outro , por que ela é uma cefaléia primária, ou seja,  quando a cefaléia constitui o próprio distúrbio de base, excluindo-se uma causa exógena predisponente.
 
Juntamente  com a enxaqueca, temos mais  outras cefaléias ditas primárias como as  as cefaléias do tipo tensional e as cefaléias em salvas e as cefaléias secundárias, que como o próprio nome diz, são as provocadas por doenças demonstráveis pelos exames clínicos ou laboratoriais. Nestes casos, a dor seria conseqüência de uma agressão ao organismo, de ordem geral ou neurológica. Nessa categoria se enquadram  as cefaléias associadas às infecções, alterações endócrinas, intoxicações, à  hemorragias cerebrais, às meningites, encefalites ou aos tumores  do sistema nervoso central . Mas essas são diferentes da enxaqueca e não as abordarei nesse texto.
 
Conforme dito anteriormente , o diagnóstico da enxaqueca então é clínico e o seu tratamento deve ser individualizado e a escolha das terapias vão depender totalmente da anamnese
( história que o paciente conta ) e do diário da cefaléia ( notas sobre as crises, descrições com as características das crises que em geral pedimos para o paciente trazer na consulta seguinte) . Basicamente existem sempre para qualquer doença, 2 tipos de tratamento : o medicamentoso e o não medicamentoso 
 
As vezes com uma boa anamnese e um diário da cefaléia bem completo e preenchido, conseguimos em um primeiro momento optar por uma conduta não medicamentosa , apenas 
com mudanças de hábitos alimentares, de exercícios , de sono , etc
 
Mas quando o manejo não  medicamentoso não resolve nem diminui a intensidade  ou a frequência das crises , optamos por iniciar o tratamento medicamentoso, que por sua vez pode ser feito de duas maneiras : ou tratamos a crise ou fazemos um tratamento conhecido como profilático, ou seja, prescrevemos um medicamento de uso contínuo e diário para
tentar diminuir a frequência e ou intensidade das crises ou até mesmo impedir que elas aconteçam
 
Na dúvida , consulte seu médico neurologista . Nunca se auto medique 
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