MEMÓRIAS DA VILA
05/07/2016 - Edição 161 - Jun/2016
Francisco Villano

Comércios da Vila

Meu pai, de origem italiana, chegou como imigrante em 1909 e, após algumas tentativas com subempregos, passou a trabalhar com alguns familiares que já estavam estabelecidos na rua Humberto I como vendedor de miúdos de boi, pela facilidade do Matadouro Municipal. Esse comércio era muito lucrativo, o que fez com que muitos italianos se interessassem por essa atividade. 

Os italianos que viviam no bairro, em sua maioria, vieram do Sul da Itália, das mesmas províncias e, por isso, formavam uma grande família, com laços muito forte de amizade.
Muitos imigrantes chegaram, famílias inteiras vieram habitar as ruas já existentes e precisou que outras fossem abertas. E veio o comércio: armazéns, açougues, padarias, floriculturas, quitandas... E, na rua Domingos de Moraes, próximo à estação Ferro Carril, muitas pensões surgiram  para hospedar os imigrantes.

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