ATITUDE
21/12/2015 - Edição 156 - Dez/2015
Autor 100055

A expectativa da CPO21

Por Lara Freitas

A grande expectativa na COP21 é sobre as negociações que virão dos governos e seu comprometimento com metas que suportem e que evitem o aumento da temperatura do planeta acima de 2 graus. Porém, o que deve acontecer de verdade é uma negociação em nível mundial, reverberando em cada cidade e bairro a questão: vamos juntos adotar um novo caminho?

De nada adiantarão ser adotadas metas e compromissos arrojados pelos governos, se não entendermos que a base das decisões onde acontece o “dia-a-dia das práticas” – são em NÍVEL LOCAL. O impulso do compromisso governamental e os investimentos advindos dele são fundamentais, mas serão pífios se a a grande força cidadã, de moradores conscientes de que estamos tratando da nossa casa comum – esse único Planeta que temos –, não estiver atuando para concretizar permanentemente na escala do cotidiano.

O chamado é para que estejamos prontos para, com isso, acompanhar o passo das instituições governamentais em seus processos de investimento e gestão. Uma vez que essa dupla responsabilidade estiver em curso, as soluções a serem empreendidas imediatamente são aquelas que tenham a capacidade de permitir a regeneração dos ecossistemas, inclusive das cidades: sistemas de água, energia limpa, mobilidade de baixo carbono, dentre outros.

Na COP21, o caminho que o Ecobairro decidiu percorrer foi o caminho das práticas sobre o que mais podemos aprender e iniciar imediatamente – com ou sem a ajuda de governos ou grande dependência de recursos. Para isso, estivemos em Montreuil na grande exibição “Global Village of Alternatives”, e em diálogos, com a presença de experts, com visões e práticas inovadoras, como John Croft e Vandana Shiva. Também visitamos a Zona de Ação Climática, que abrigou um série de campanhas e conteúdos inovadores. Também, percorremos alguns ecobairros (eco-quartiers) franceses para conhecer o processo empreen-dido pelo governo e comunidades.

O tripé de uma ação eficaz será o comprometimento governamental e o das pessoas em nível local e reconexão com a natureza e seus processos regenerativos. Lara Freitas – membro do Ecobairro Brasil Ecobairro na COP21, por uma cidade sustentável e pacífica.


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