UMAS E OUTRAS
18/12/2014 - Edição 145 - Dez/2014
Denise Delfim

A natureza da arte

Aartista plástica Fernanda Trevellin, formada em administração de empresas e comunicação na USP, descobriu em 2002 sua vocação artística: “Com a opção de poder fazer aulas facultativas na USP, pude seguir minha vocação artística. Foi quando me impressionei pelo trabalho do artista plástico Henrique Oliveira, que utiliza materiais brutos para compor ambientes”.

A partir disso, Fernanda começou a investigar outros artistas que utilizam elementos ligados à natureza, como os alemães Joseph Beuys e Rebecca Horn. “Os trabalhos desses artistas me levaram a estudar no exterior”. Primeiro foi para a França, em Lille, na Escola de Belas Artes. “Lá graduei-me e, depois de 3 anos, consegui uma transferência para concluir meus estudos na cidade de Berlim.”
 
Na Alemanha, por 4 anos, estudou no Institut Für Raumexperimente, um instituto interdisciplinar da Universidade de Berlim, coordenado por uma das estrelas da arte contemporânea, o dinamarquês Olafur Eliasson. “O instituto foi muito especial, pois tínhamos contato com grandes personalidades da ciência, história, tecnologia, entre outras disciplinas, que trou-xeram outra visão da prática artística, com a pro-posta de complementar a estrutura acadêmica.” 
 
Fernanda completou os estudos em 2012, voltou para o Brasil, e veio morar na Vila Mariana, em uma das casas, na Rua Morgado de Mateus, da família de Manequinho Lopes. “Mas continuo ligada ao instituto”, tanto que, recentemente, em parceria com profissionais alemães, criou a instalação “Einklang” (Harmonia), no museu Neue Nationalgalerie Berlin. “Com a engenheira elétrica Sara Reichert e  a crítica de arte Rebecca Dolgoy, criamos uma composição de jardins móveis, dirigidos por controle remoto.” A instalação foi um sucesso: “Os visitantes, de todas as idades, interagiram com a instalação: passeavam na floresta e se relacionavam ao brincar com os jardins dirigíveis.” A ideia rendeu à equipe o prêmio Jaqueline Diffring Foundation. 
 
Fernanda já foi convidada para voltar à Alemanha, em junho do ano que vem,  para uma nova exposição, “Reversibilidade” que acontecerá no verão. “A instalação será em uma ponte de Berlim sobre o Rio Spree. Uma bomba irá levar a água desse rio a um cilindro de acrílico transparente, em cujo interior estarão camadas de minerais, como carvão ativado, cascalho e areia. Depois de ser filtrada, essa água será devolvida ao rio”, adianta a artista, que se inspira na natureza e na susten-tabilidade para criar suas reconhecidas obras
 
Para conhecer os  trabalhos  de Fernanda, acesse www.trevellin.com

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