ENTREVISTA
- Edição 112 - Dez/2011
Denise Delfim

Cristina Cairo

Ela é uma estudiosa de conhecimentos secretos, já publicou sete livros sobre a linguagem do corpo, foi apresentadora de TV e realiza inúmeras palestras por todo o Brasil. No instituto que leva seu nome, localizado na rua Pelotas — em frente ao Multi VM —, a psicóloga e educadora física fala sobre espiritualidade, saúde, as profecias para 2012 e sobre a postura ideal para nos conectarmos com a natureza, com o objetivo de construir um futuro de paz, repleto de amor e prosperidade

Pedaço da Vila: Qual foi seu caminho para a espiritualidade?

Cristina Cairo: Quando eu era pequena, eu tinha um problema de coluna. Fui a vários médicos, ortopedistas... Além disso, tinha um tumor. Não era feliz e fui crescendo revoltada, violenta, fugindo de casa; radical mesmo. Cheguei aos 21 anos sempre buscando alguma coisa para me curar. Fui iniciada em esoterismo mais ou menos nessa época, no entanto, quanto mais eu me conhecia, mais me desequilibrava. Não tinha felicidade no amor, estava quebrada financeiramente, minha família estava totalmente desarmonizada e ainda fui desenganada pelos médicos... Foi quando me questionei: para que viver? E, aos 30 anos, tentei o suicídio. Estava mergulhada, era uma depressão profunda, mas não entendia que aquilo era uma doença. Você pode estar dentro de uma guerra e estar bem por dentro. Eu não enxergava as coisas boas que estavam ao meu redor devido à depressão — tenho um histórico familiar, várias pessoas da minha família tomavam remédio. E eu não entendia que aquele processo que estava vivendo era uma repetição relacionada à hereditariedade, que dizem não ter cura.
 
P.daVila: E de que maneira a senhora se curou?
 
C.C.: Eu me voltei para os estudos: fui fazer faculdade de Educação Física e, depois de dez anos, fiz faculdade de Psicologia. Foi também com pouco mais de 30 anos que escrevi meu primeiro livro. Isso em 1994, época em que eu estava desempregada, sozinha e desesperada. Quando concluí o livro, fui atrás de editoras, mas ninguém me queria. Fiquei mais quatro anos correndo atrás de alguém que bancasse o livro. As editoras me achavam polêmica. Também fui parar nas mãos de um grande psiquiatra que é holístico e espiritualizado, trabalha com homeopatia e regressão hipnótica. A partir daí, comecei uma nova fase da minha vida: fiz regressões de vidas passadas, cheguei ao ventre da minha mãe e lá descobri como ela sofreu durante a minha gestação e o quanto isso passou para o meu inconsciente. Então, o psiquiatra me organizou: começou pelo Prozac, depois Aropax, até rompermos com tudo isso e passarmos para a homeopatia e os florais. Graças a Deus, hoje tomo um Nescau pela manhã ou um chazinho de erva cidreira, ou apenas vou direto para a meditação.
 
P.daVila: Como nasceu o Instituto Brasileiro de Linguagens do Corpo?
 
C.C.: Nasceu há sete anos e foi uma conse-quência de tantas palestras que comecei a ministrar depois que meu livro foi lançado, em 1999. Nos últimos doze anos, as pessoas me convidam para palestrar em empresas, espaços holísticos, clínicas, hospitais, orfanatos.... Nessa época fiz um mapa astrológico com um grande amigo, o Tadeu Gasques, que faz as previsões para o Pedaço da Vila. O mapa mostrou que eu deveria montar o Instituto, já que estava altamente estressada e cansada de tanto perambular pelo mundo para dar palestras. Eu viajava muito pelo interior, carregando malas de livros, parecia uma cigana. Montei o instituto em janeiro de 2005, e foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. 
 
P.daVila: O que é trabalhado no espaço?
 
C.C.: O Instituto é baseado na leitura do corpo e nas leis universais. Eu mostro para as pessoas um caminho de olhar para si mesmo, descobrir suas próprias emoções mais recalcadas, que geram doenças e transtornos. Pelas leis universais, uma emoção sua faz você atrair outra pessoa com a mesma emoção, ou seja, semelhante atrai semelhante. A natureza é assim: causa e efeito. Nada acontece por acaso, a Lei da doação — aquela energia do ir e vir — , que é do yang, o taoísmo, as duas polaridades do Universo. E a gente mostra essas polaridades dentro do organismo. Eu não gosto de atender ninguém porque absorvo tudo da pessoa; por isso, prefiro dar cursos e palestras. Trabalhamos, também, com PNL — tratamentos que tiram bloqueios de infância —, balanceamento muscular, tai chi chuan, ritos tibetanos. Não quero que o instituto tenha conotação mística, eu o encaro pela psicologia, psicanálise, pelas terapias corporais e pela foto Kirlian. Eu procuro mostrar a força do chacra sobre o órgão da pessoa. Não tem nada de místico, trata-se de eletromagnetismo: é possível provar a energia das mãos.
 
P.daVila: Como as emoções e o próprio ambiente atuam sobre o nosso organismo?
 
C.C.: Vou dar um exemplo: a experiência de Massaru Emoto, que é bem conhecida, mencionada até no filme Quem Somos Nós?. Ele fotografa moléculas de água e, conforme seu estado emocional, ele altera completamente as moléculas de água. O elemento água é muito sensível a energias corporais, às emanações do pensamento e intenções. Então tudo o que você pensa, fala e faz ecoa na água do seu corpo. Cada órgão representa uma emoção. Pessoas com problemas no estômago não aceitam as ideias alheias. Por que a gente sabe disso? Porque, para se aprofundar nas linguagens do corpo, temos que estudar fisiologia e anatomia. A fisiologia do estômago recebe o bolo alimentar — o novo —, joga enzimas para quebrar a acidez e faz uma pequena digestão; depois manda para a equipe, isto é, os outros órgãos, sendo que cada um vai digerir à  sua maneira. E o estômago logo em seguida olha o novo, ou seja, ele não fica cobrando a equipe se está indo bem ou não. Então, as pessoas, de uma forma mais simplória, que não aceitam nada novo, querem sempre ficar criticando, não sabem trabalhar em equipe e são perfeccionistas demais, não aceitando os erros dos outros, prejudicam o estômago. Pessoas com esse tipo de caráter têm a tendência de ter uma gastrite ou úlcera.
 
P.daVila: Existem muitas histórias sobre 2012. O que você acha de tudo isso?
 
C.C.: Final dos tempos significa uma transição. Foram épocas e épocas, eras e eras — cada era tem 2.160 anos. Saímos recentemente da Era de Peixes e entramos, em 2010, na Era de Aquário, que durará 2.160 anos. É um momento em que juntaram-se duas coisas: uma nova era e o final dos tempos. Só que para muitos continentes o mundo já acabou, por meio de tsunamis, terremotos e furacões. Realmente o que estava nas profecias está acontecendo. Todas elas, inclusive a Maia, a de Fátima e a de Nostradamus, dizem que o nosso continente, a América do Sul, será poupado porque é um continente novo. Ninguém quer assustar ninguém, só que as populações têm que estar avisadas de que só existe uma maneira de as profecias falharem: com o amor. O amor emana uma energia chamada taquiônica. Essa energia está sendo produzida por vários grupos de egrégoras por todo o planeta, já há muito tempo. Desde o momento em que as profecias foram reveladas, diversos grupos já começaram a transformar, e muita coisa já não vai mais acontecer. Então, a minha função dentro disso tudo é formar egrégoras. Os grupos reúnem-se semanalmente, gratuitamente, para emanar luz para a paz mundial. Aqueles que têm ideias e religiões rígidas não estão emanando boas energias, pois precisam aceitar os outros.
 
P.da Vila: Qual é o papel do Brasil nesse processo?
 
C.C.: O Brasil é o enfermeiro do mundo. Em
todas as tragédias que acontecem no planeta, os brasileiros estão lá para ajudar. E as pessoas são acolhidas no Brasil: as 300 crianças que foram vítimas da catástrofe no Haiti estão sendo adotadas por brasileiros; os americanos que perderam seus empregos estão encontrando recolocação no mercado aqui do Brasil — por falta de mão de obra qualificada. Tem gente de todo o mundo vindo para cá. O Brasil é a casa da sogra, graças a Deus! Aqui é o faroeste que deu certo, diferentes raças convivem naturalmente! É o povo que ama e perdoa, que é justiceiro. O brasileiro é incrível e está cada vez mais conhecido pela capacidade de gerar abundância. 
 
P.daVila: Mas nossa política tem que evoluir...
 
C.C.: Não importa em quem você votou, o que importa é que nós temos uma presidenta que precisa das nossas orações, das nossas evocações de espiritualidade. Porque o Brasil é uma terra de ouro, uma terra sagrada e prometida que está em todas as profecias. Então, se as pessoas ficarem com medo das profecias de final dos tempos, elas acontecerão. No que devemos acreditar? Ou no que queremos acreditar? Se tudo em que nós acreditamos nós podemos atrair, vamos acreditar que muitas profecias não acontecerão mais, porque nós, brasileiros, mudamos os nossos trilhos. E é isso que o mundo inteiro tem que fazer.
 
P.daVila: Então o conselho para o Ano-novo é ter pensamentos positivos e amor ao próximo?
 
C.C.: Sim. Se todo mundo se voltar em pensamento de fé, de alegria e de amor, não haverá mais preocupação com a morte. Como a PNL fala, estique a linha do tempo, visualize coisas boas. Sua alma e a sua consciência são a mesma coisa. As profecias existem, sim, está visível — a mídia as mostra e todas as religiões falam delas, mas muita coisa já mudou, muita coisa já não acontecerá mais. O destino é conhecer Deus, que é maravilhoso! As pessoas têm o livre-arbítrio e podem mudar as coisas. Se elas têm o livre-arbítrio, mas ao mesmo tempo acreditam que o mundo vai acabar, elas estão sendo incoerentes. Está na hora de as pessoas se unirem em pequenos grupos para falar de amor, estudar, fazer caridade... Isso soma energia positiva e a natureza agradece, os terremotos param, a maré se acalma, os ventos descem e o terreno fica protegido. Vamos acalmar a natureza, acalmando-nos. Somos conectados com ela

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