UMAS E OUTRAS
- Edição 106 - Jun/2011
Sabrina Haick

COISAS DE GATO

Na história da humanidade, o gato foi objeto de culto de várias civilizações, tanto pelas forças do mal como divina. A civilização egípcia, embora não tenha sido a primeira a domesticar o gato, foi a primeira a documentá-lo, por meio de estátuas, pequenos amuletos e pinturas murais, o que faz crer que a convivência era pacífica entre eles. Uma das figuras divinas mais famosas e veneradas do antigo Egito é a da deusa da fertilidade e do amor Bastet, representada com cabeça de gato, um animal muito útil nos barcos e campos de agricultura, pois caçava os roedores que comiam os alimentos.

Também na civilização greco-romana o gato aparecia associado a vários deuses, como a mitológica Afrodite, símbolo de feminilidade e do amor, e Diana, deusa da caça. Nas lendas nórdicas, a deusa da fecundidade, Freia, tem seu carro puxado por gatos, como também no carro que transporta as almas dos mortos no poema épico finlandês "Kalevala".

Talvez por isso o gato seja alvo de crenças e superstições: ele tem sete vidas ou, se for preto e atravessar o nosso caminho, traz mau presságio. Embora na Idade Média o gato tenha sido considerado uma heresia e associado a forças satânicas, com o decorrer dos tempo os mitos e as crenças sobre o gato foram dissipando-se. Durante a Peste Negra, por exemplo, ele ganhou o respeito do homem, uma vez que era um exímio caçador de ratos, principal foco da doença.

Independentemente de sua riquíssima história, o gato, hoje em dia, é bichinho de estimação de muita gente. A vizinha Sandra Chereguim tem tamanha ligação com eles que se tornou um cat sitter: traduzindo, ela é uma babá de gatos. "O gatinho gosta do ambiente dele. Fica estressado quando é forçado a ficar em outro lugar. Então, na ausência de seus donos, cuido deles em suas próprias casas", informa Sandra. Para ela, não há mistério em cuidar dos felinos. "Cada gato tem a sua personalidade, mas todos gostam mesmo é de carinho", diz, destacando a paixão pelos seus três filhotes. Essa história de amor começou no dia em que sua filha, então com 10 anos, chegou em casa com um gatinho que pegou na rua. Desde daí, as duas dedicam-se a salvar gatos abandonados. "Resgatamos, trazemos para casa, levamos ao veterinário e procuramos uma pessoa que adote. É sempre uma aventura!", brinca.

Outra vizinha louca por gatos é Fabiana Barollo da Costa, dona da loja CoisadeGato & Cia, na Rua Humberto I, onde vende produtos com o tema. "Trinta artesãos colaboram com 80% da produção", diz. A empresária, que vive com nada menos do que sete gatinhos, direciona parte do lucro para Ongs que cuidam de animais. "Tento ajudar como posso.".

Fabiana também tem dois livros em andamento: "Um chamado ‘Como alguém pode viver sem um gato’, que reúne várias histórias de como esse animal mudou a vida de seus donos; o outro, ‘É coisa de gato’, conta as peripécias que eles aprontam. O lucro dos livros será revertido para Ongs", adianta a empresária.

Os moradores que antes pensavam duas vezes antes de viajar, pois não queriam deixar seus gatos sozinhos, agora podem contar com o serviço da cat sitter Sandra (tels.: 3476.0437 / 9106.4443 ou pelo e-mail srchereguim@gmail.com) e, de quebra, ainda dar um toque felino no vestuário e na decoração de casa, passando na loja CoisadeGato & Cia, de Fabiana (na Humberto I, 295, tel.: 2369.6882. http:/www.coisadegatoecia.com.br).


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