ATITUDE
- Edição 99 - Out/2010
Denise Delfim

Cada um com a sua parte

Com a reciclagem, todos têm a ganhar. O hábito de separar as embalagens é o primeiro passo para exercitar a sustentabilidade. Confira como cada material reaproveitável pode poupar os recursos do planeta e garantir qualidade de vida às futuras gerações:

ÓLEO

Se um litro de óleo de cozinha não for despejado nos rios, deixaremos de poluir 1 milhão de litros de água. O óleo de cozinha usado e a gordura são substâncias que não se misturam com a água e que, quando jogadas diretamente no ralo da pia ou no lixo, poluem córregos, riachos, rios e o solo, além de danificar o encanamento de residências e prédios. A poluição pelo óleo faz encarecer o tratamento de água em até 45%, além de agravar o efeito estufa, uma vez que a água poluída pelo óleo, ao desembocar no mar, gera uma reação química que libera gás metano, componente considerado mais agressivo que o gás carbônico. A forma de reciclá-lo é, depois de frio, colocá-lo em uma garrafa pet, fechar e levar com os materiais reciclados.

VIDRO

Quando se evita a produção de um quilo de vidro, economiza-se o consumo de 1,3 quilo de matéria-prima (sílica, areia, feldspato, barrilha e outros), ou 1 quilo de caco de vidro reciclado. Infelizmente, a reciclagem do vidro é restrita, em razão do pouco interesse econômico demonstrado pela indústria. As exigências para a coleta do produto são muitas (exige-se o armazenamento de um volume muito grande para a retirada) e o preço de comercialização é muito baixo. O desinteresse econômico na coleta de vidros para reciclagem é difícil de ser compreendido, se levarmos em conta que a inclusão do caco na produção reduz os custos, exigindo menor uso de óleo combustível e eletricidade, sem contar as vantagens ambientais (redução da retirada de matérias-primas da natureza, redução na emissão de gases na atmosfera e economia de espaço nos aterros).

PAPEL

Para cada 60 quilos de papel reciclado evita-se que uma árvore seja cortada.Cerca de 40% do lixo urbano é papel. A reciclagem industrial de papel atualmente recupera 30% do material descartado no Brasil, com grandes vantagens para o ambiente. Cada tonelada reciclada poupa, em média, 60 eucaliptos adultos, dois barris e meio de petróleo, 50% da água usada na fabricação convencional (ou 30 mil litros) e o volume de cerca de 3 metros cúbicos nos lixões e aterros. A reciclagem do papel também gera menos poluição da água (65%) e do ar (26%) do que a fabricação a partir da celulose virgem.

PLÁSTICO

O plástico, sendo reciclado, pode se transformar em uma infinidade de novos produtos. O plástico é considerado um dos materiais mais difíceis de ser reaproveitado. Os diferentes tipos de resina plástica, que não podem ser misturadas entre si para não perder qualidade, acabam dificultando o processo de reciclagem. Mas a evolução do mercado e os avanços tecnológicos têm impulsionado novas aplicações do material.

O índice de reciclagem de garrafas de PET cresce à taxa de dois dígitos anualmente, segundo a associação brasileira do setor. Hoje, 17% do material consumido no país é reaproveitado pela indústria. A maior parcela vai para o setor têxtil, que consome 40% do volume atual, produzindo cordas, fios de costura, carpetes ou mesmo roupas.

ALUMÍNIO

Para cada tonelada de alumínio reciclado, deixa-se de extrair cinco toneladas de minério (bauxita). O Brasil, há nove anos, é o país que mais recicla latas de alumínio, reaproveitando 96,5% das usadas. A reciclagem do metal evita a retirada de minérios do solo, minimizando o impacto ambiental acarretado pela atividade mineradora, além de reduzir o volume de água e energia necessário para a produção de novos artigos.


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