ATITUDE
- Edição 99 - Out/2010
Jean Massumi

Da tendinite ao coração

As vezes fico surpreso com a dinâmica do consultório. Existem situações que, inevitavelmente, me fazem refletir, pois não acredito em acaso. Convivo, geralmente, com queixas de dor. Dor do mau jeito, de tendinite, de lombalgia, do ciático; e assim vai... Nesses casos, analisamos postura, movimentos, bloqueios de energia e vamos, dessa forma, construindo um tratamento (dentro de minhas limitações). Se a dor é de uma tendinite no braço, não ficamos só no braço, temos de pegar da mão até as costas; se é uma lombalgia, a massagem vai dos pés à cabeça, geralmente... E quando a dor é emocional? E quando ela se instala no fundinho da alma?

Dificilmente nos deparamos com dor sem causa. Mas aquelas do coração e da alma escondem as causas em lugares de acesso muito difícil. Massagear o corpo não é difícil, mas como massagear uma lembrança? Como massagear uma angústia? Como massagear uma perda?

A princípio, diria que a melhor massagem para a alma é feita com a orelha: ouvindo. Volto a falar: dentro de nossas limitações, com o coração aberto. Aplico Reiki, aromaterapia; enfim, tudo o que possuo como aliados nessa caminhada. E no fim verificamos que o único caminho é conviver bem com a dor, pois, mesmo escondidinha, mesmo melhorando, ela sempre vai estar lá. Aceitar e respeitar isso não é fácil mas, há esperança sempre!!!

Até a próxima


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