ATITUDE
- Edição 58 - Fev/2007
Giuliana Capello

Qual a minha parte no aquecimento global ?

Nunca se viu tanta notícia sobre meio ambiente como nos últimos meses. Em relatórios científicos, conferências internacionais e até na pauta de chefes de estado, não há quem não esteja falando em aquecimento global e mudanças climáticas. Com tantas previsões catastróficas, no entanto, o risco de acharmos que a doença não tem mais cura é grande.

Mas, ao contrário, é necessário que a partir de agora – mais do que nunca – cada um de nós tome consciência da necessidade de revermos hábitos e atitudes que não estão afinadas com a missão que teremos de enfrentar: reverter o cenário desastroso para garantir a manutenção da vida no planeta.

A questão é: o que cada um de nós, no dia-a-dia, pode fazer? Lembram-se da história do beija-flor que foi apagar o incêndio na floresta levando água do rio com o próprio bico? Questionado pelos animais maiores sobre sua contribuição ínfima, ele simplesmente respondeu: "é tudo o que posso fazer neste momento".

Começando por nossa casa, podemos repensar nossos hábitos de consumo para: reduzir a quantidade de lixo produzido (especialmente as embalagens plásticas, papel e latinhas) e, assim, diminuir o gasto energético com a extração de mais e mais matéria-prima - lembrando que uma indústria de minérios, petróleo ou celulose joga para a atmosfera quantidades exorbitantes de gás carbônico, elemento responsável pelo desequilíbrio no efeito estufa da Terra.

O pulo do gato está naquilo que consumimos. Por isso, é preciso estar atento para reduzir nossa cota e escolher sempre produtos que tenham sido fabricados com o menor gasto possível de energia e recursos naturais. Assim, prefira alimentos e tecidos naturais aos industrializados, compre lâmpadas mais econômicas, tome banhos mais rápidos, plante árvores, deixe o carro mais vezes em casa e dê preferência ao transporte público sempre que possível.

Outra dica indispensável: se lhe falta um impulso inicial para a mudança de comportamento ou uma dose de esperança na humanidade, pense nos seus filhos, sobrinhos, netos e em todos que ainda virão para este mundo. Sentimentos de amor, solidariedade e fraternidade movem montanhas. Imagine, então, o que eles podem fazer dentro de você...


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